A vida é o mar onde todos os desejos se encontram e se afogam

A vida é o mar onde todos os desejos se encontram e se afogam

domingo, 14 de junho de 2009

LA DANSE


Donne-moi ta main

Petit langage d'ailleurs

Vien mélanger ton sourire, tes douleurs

Teus brancos et mes couleurs

Meu samba et ton classique de Wagner


Embrasse-moi !

Laisse rouler nos corps

Aux clic des heures

Dans ce théâtre Moliere

Dans les scènes de Glauber


Regarde fond dans mon âme

La fleur de Rosa dans mes yeux

À travers mon miroir

Le reflet de ton visage nature Rousseau


Tes mains sur ma peau m'entraîne

Pieds sur le sol au son d'une valse

Sculptant mes courbes pleines

A la caresse de nos angoisses


Dans la musique, dans le rythme,

De tambor, de berimbau, de piano

Nos corps mise en abyme

Remonte à la surface de l'eau


Viens faire de ce moment fragile

Un message de désir pérenne

Construir une chorégraphie sensible

Rencontrer l'autre dans soi-même


Nous sommes des génomes séparés

Par la force de la Tyranie

Qui a rendu ennemie

Les amant sacré


Viens transformer la vision sourde

En capteur de notre amour absurde

Comme un spectacle de Claire de Terre

Toucher avec nos lumières

Main, bouche, coeur, esprit


Viens couleur rouge de mon âme

Arraché les vaines du langage

Les faire amant des mirages

Qui se noie dans une flamme

Cette vie, compatible désirer


Laisse ce feu consumer la nuit, le ciel, le sable

Solide comme une pierre dans l'eau sauvage

Construire l'utopie de l'humanité

Faisont l’amour

Mélangeon-nous

Pour tout nos rêves sauver

terça-feira, 19 de maio de 2009

O amor é um caminhão sem direção, sem motorista, nem freios, lançado
na estrada, passando por cima de carros, de pessoas, de plantas, até que caia num precipicio
e exploda no habismo deixando o carro em pedaços, corpos jogados no caminho e dezenas de construções destruidas.



O amor é um cachorro furioso correndo atrás de uma vitima, sem cansaço, sem precauções, sem medidas
Quando alcança estraçalha sem piedade até que satisfeito larga a carcaça sangrenta e sai vagabondeando pelas ruas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Desarranjo


O pensamento pesa as minhas vistas
Sossega coração, se nega, porque te afliges?
És minha mente incapaz de sonhar
Ou és tu coração incapaz de sentir?

Respira, ira, sonega, nega
Meu peito não consegue mais ir
Que tens corpo de creta?
A alma se alastra tentando sair?

Ah batuque de dentro e de fora
Escancara logo essa porta
Pois teme, geme, queime!
A alma já não tem mais som

Puseste as matrizes para fora
Agora as minhas veias vem e corta
E rompe, come, faz-me
Pedir que me ponhas no tom

Pois o desarranjo me desarrimou.

Famine


Laisse-moi mourir dans ce sanglot d'enfer
Puisque mon coeur est dur comme la pierre
Et ne croit a plus rien de valeur

Laisse-moi couché dans la nuit
Et rêver d'abominés qui vont m'abattir
Oui!Si je pouvais fermer mes yeux et ne voir ni douleur, ni infortune, ni douleur.

Laisse-moi tâté les herbes
Avec l'espoir d'un voleur
Qui sait de sa bref conquête avant que la tragedie soi sa sort

Allumé l'obscurité, étant ma conscience
Je ne veux pas voir où mes pieds s'en vont
C'est la gloire de mon choix
Je veux marcher dans cette vie
Sans aucune aide de l'espoir

http://www.youtube.com/watch?v=hB7RzdId51Q&feature=related

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Mero desejo


Eu só quero alguém que me suporte
Alguém sadomazoquista que aceite as feridas de minhas palavras
Que me dê mais importância do que mereço
Que olhe nos meus olhos e veja além do ódio
Que seja forte para receber meus murros
Que seja paciente e espere meus gritos cessarem
Que sangre pela minha perda
Que me abrace enquanto cadáver
E se excite com minha velhice
Alguém que renegue a si mesmo para me satisfazer
Que me proteja e me socorra da morte
E entregue sua vida por mim
Alguém que eu também possa fazer o mesmo
E que possa ser capaz de me amar mais do que a si

Mon garde

Camille Claudel - lâge mûr
Você abriu os braços e me deixou escorregar no chão
Seu amor me largou do alto da árvore para que alcançasse vôo sabendo que não tenho asas
Deu as costas me forçando a andar quando tinha tirado minhas pernas
Seu amor fechou os olhos e recuou quando estiquei os braços desejando tocar algo real
Seu amor secou a fonte e quis saciar minha sede me jogando no mar
Teu amor lavou as mãos quando sangrava caída pelo corredor da esperança
Teu amor me abandonou no último suspiro quando cai dentro d'agua
Teu amor me esfaqueou quando pretendi entrar na sua vida
Você cruzou os braços enquanto estava no chão e me disse que era amor
Pequena pedra de carne, restou apenas alguns suspiros e cartas molhadas
Recue, não há mais flor no teu jardim, o inverno chegou e durmo sufocada por um guarda.

segunda-feira, 16 de março de 2009

L'amour est tombé a l'eau

O amor caiu na água e afundou. Porque você não teve tempo de ver como ela se produziu, como ela esperou sua voz e seu olhar, porque você foi preciptado e disse adeus quando devia se retenir, foi indiferente ao seus olhares e a euforia de seu sorriso. Você esqueceu que havia alguem desejando sua presença e questionando seu paradeiro, talvez porque esse alguem não tem importância para seu quotidiano, há muito o que pensar e muito o que fazer. Você quis escolher um dia para vivê-la, mas ela é flor e o tempo passou depressa, a flor murchou e sobrou somente um monte de recordações.